segunda-feira, 25 de abril de 2011

GERÊNCIA DE SAÚDE MENTAL: QUEM É ALBA?

Ontem a noite sonhei que tentava tomar um ônibus lotado e não conseguia, as pessoas entravam pela porta de trás e da frente ao mesmo tempo, um homem negro, de calção e descalço, camiseta suja e pele maltratada com manchas, também não conseguia. Eu e outros ficávamos questionando se este era louco ou estava numa crise mental por causa de drogas, devido as marcas nas pernas, braços e rosto. De repente o "louco" se irrita, se agacha e pega enormes pedras e arremeça sobre as pessoas, principalmente parece cismado comigo. Esquece a multidão e começa a me perseguir. Fujo correndo, não consigo acalmá-lo. Muitas pedras, que tenho que me agachar barranco (aparece um barranco vicinal, mas estávamos numa avenida???) abaixo, com ajuda de uma mulher que dizia que era irmã do homem, que nesse momento já era um menino. Confusões ôniricas! Noutra cena na sequência, me encontro na gerência de saúde mental do Estado. Não reconheço algumas pessoas. Converso com a doce Valda, trabalhadora da sala da frente, da vigilância em saúde, DUVAS. É tudo confuso. As pessoas conversam muito e não entendo sobre o que falam. Ninguém quer saber da minha história e do louco que me jogava pedras. Não lembro mais se aconteceram outras coisas relacionadas.
Sonho significativo, para não dizer, intuítivo. Hoje pela mnhã, 25/04, ao ligar para gerência, alguém me informa que uma psicóloga chamada Alba, acaba de assumir o cargo de gerente. Ninguém soube informar sobrenome, de que serviço  psiquiátrico ou psicossocial veio, se tem alguma experiência em gestão de serviços em saúde mental. Nada. Mais uma vez o empoderamento do usuário é balela de conferência. O protagonismo do movimento de usuários é negado. Fizemos vários ofícios, falamos com a própria secretária Lilian Martins, indicamos nomes. Após quatro longos meses uma paraquedista é nomeada. Posso conhecer de vista ou esta moça ou senhora pode me conhecer da luta assumida. Liguei para alguns psicólogos, ninguém conhece.
Resignada, tento não sofrer. Alguns técnicos ligando para participarem de atividades do Ninho. Cotidianamente a rede afetuosa, silenciosa e amparadora balança devagarinho.

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