segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

MANCHETE: "DOENTES MENTAIS DE TIMON VIRAM PROBLEMAS PARA FAMÍLIAS E AUTORIDADES"

O Jornal de quatro páginas, O Timonense, da vizinha cidade maranhense Timon estampa na sua página inicial a foto de Lineusa Rodrigues da Silva, que assassinou os pais idosos ano passado num surto psicótico. Lembro que vi em telejornal entrevista com uma vizinha que afirmava que Lineusa há mais de quinze dias dizia ouvir vozes que a mandavam matar. Evangélica, discutia com os pais porque queria dinheiro para o dízimo. Por que este pastor, lider religioso, não a levou a um serviço psiquiátrico para medicação? Ora, a sociedade ainda tem esta relação com o louco: algumas religiôes o tratam como possuído pelo demônio, propõe a retirada da medicação e partem para o exorcismo. É necessário medicar a crise aguda e com medicação de ponta de preferência. Outra atitude social diante do louco é considerá-lo sempre pela periculosidade. A reportagem mal escrita, jornalista raramente apura os fatos verdadeiros e muita menos sabe escrever, traz a fala também mal informadada e preconceituosa de uma promotora chamada Elda Maria Moureira, que afirma que a falta de um local para internar (Meduna e Areolino, desses espaços é que ela fala) os doentes mentais de Timom, o problema está sério afetando familias,  ministério público, judiciário e o sistema prisional. Os loucos de Timon se livraram do Meduna e estão sendo presos, é isso. O promotor da infância e adolescência sugere a busca de alternativa saudável para o caso dos menores infratores dependentes químicos com comorbidades psiquiátricas (será que todos desenvolvem mesmo?) senão a delegacia do menor ou o presídio, e diz que o CAPS ad funciona bem, mas não resolve. Pergunto: porque não prende?
Segundo a reportagenzinha, porque é pequena mesma, o CAPS de Timom não resolve porque a noite os pacientes vão dormir em casa. Pois é, nem dormindo a familia quer suportar o louco.
Enquanto isso a prefeita Socorro Waquim aguarda julgamento, está no mesmo jornal, para afastamento do cargo por improbidade administrativa: não paga salário de nenhuma categoria. O caos na saúde mental está na má adminitração feita por pessoas normais. Prendam os admistradores públicos corruptos e tratem os pacientes psiquiátricos em liberdade.
Não encontrei o link do O Timonense na rede.
O Timonense Ano III / Edição:187
Timon, Ma, 26 de fevereiro 4 de março de 2011.



DOIS MESES SEM GERENTE DE SAÚDE MENTAL NO ESTADO

A sala reformada ficou mais confortável, antes um amontoado de papeis, armários velhos, sem cadeiras. Era um ambiente de trabalho feio e desconfortável. Agora é mais bonito, bem climatizado, armários novos e cadeiras suficientes. Como as demais salas da SESAPI, tem vidros que mostram que há dois meses ninguém senta à mesa da (o) gerente de saúde mental. Apenas cinco funcionários no momento, não comentemos aqui seus vínculos com o Estado. Ninguém responde nem interinamente pela pasta. Uma assistente social ficou mantida em sua função de coordenadora de CAPS, mas ações tão importantes como as supervisões aos serviços no interior do Estado, para  acompanhamento e resolução de problemas que dificultam o desempenho com qualidade da clínica da atenção psicossocial não estão sendo executada, gravemente entre estes problemas estão os muitos casos de cárceres privados.
Tivemos dentro da política de enfrentamento ao álcool e outras drogas projetos aprovados que já deveriam está em curso como o Centro de Referência para Formação Permanente de profissionais que atuam nas redes de atenção integral à saúde e de assistência social com usuários de crack e outras drogas e familiares (portaria n. 58 de 14/12/2010: parceria entre SESAPI e UFPI coordenado por José Ivo Pedrosa e a Escola de Supervisores Clínicos, também voltados para ad, coordenado pela UFPI, através de Lúcia Rosa. Perdemos uma experiência exitosa, a ETAC, enfermaria  transitória de atenção à crise, instalada via ministério público no HAA que servia como reguladora da porta de entrada do usuário: 72 horas na ETAC com acompanhante, avaliado por equipe multidisciplinar era encaminhado para os CAPS ou descia para os pavilhões se fosse o caso. Acompanhei casos "crônicos" de pacientes e familiares acharem novos rumos diferentes das internações regulares e sem visitas.
A festa é dos ratos, quando o gato não está em casa (acho que é assim o ditado) HAA lotado. CAPS lotados, ambulatórios e consultórios particulares lotados. Suicídios e tentativas mal notificadas acontecendo com frequência. Luta pela regularização da medicação atípica na farmácia de excepcionais (não falta apenas as psicotrópicas) e convencimento aos nossos psiquiatras que podemos tomar apenas uma drágea e ficar bem, não há necessidade de um coquetel psi de seis medicamentos ou mais. Precisamos estarmos incluidos nos programas de acessibilidade para pessoas sob condições vulneráveis: emprego, moradia, educação inclusiva, lazer (não temos um centro de convivência e cultura), benefício de prestação continuada, cotas em concursos, e outros. 
Quem liga?


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA EM CRISE

A saúde mental à deriva no Piaui me adoeceu literalmente nas últimas semanas. Promotora Pública Cláudia Seabra de férias. Parece água empoçada. Flores de papel. Nada dá em nada ou em sofrimento de usuários. Precisava mudar o foco ou a crise me pegava:
1º . Sábado passado comprei uma tesoura de jardim para podar uma hera no muro, comecei no fim da tarde, faltou uma escada. Tenho horas de "relaxamento" ainda.
2º . Plantei há alguns dia sementes de manjericão, aquele perfumado, dificil de cultivar. As  folhas das mudas pequeninas foram tomando formas, estão no ponto de transplantar para o chão. Preciso agora de adubo para o espaço do herbário que pretendo cultivar. Não sei se ponho direto no chão ou se planto em jarros. Dúvida.
3º . Nem tudo ajuda a tirar um psicótico dum processo obssessivo por alguma coisa, que esteja a ponto de adoecê-lo. Resolvi comprar um sofá roxo, que achei que combinaria com a nova pintura rosa boneca com destaques de rosa açai ( rosa mais parecido com vinho) da minha casa. Caramba! Puro estresse. Descobri que por um erro que não sei  de que instituição, do banco ou CDL meu nome está injustamente no SPC. Quebrando a regra de não comprar em carnê porque se enfrenta filas para paga-los todo mês. Lá vou eu, passei toda manhã de ontem numa agência bancária.Não resolvi ainda, fiquei doentíssima ontem, perdi toda minha elegância (se tenho alguma) gritei com todos os que considerava culpados e que não resolviam meu problema. Resolvi esquecer o sofá. Não era tão bonito assim mesmo. Só a cor, Linda!
4º. Hoje fiz ansiolítico pela manhã, o velho tarja preta, apesar de chateada novamente no banco, mas a mente menos rápida, com uma capacidade maior de ouvir os normais e racionalizar minhas respostas - atitudes. Minhas teorias várias vezes são comprovadas: esquecendo um pouco de você, o outro pode ser uma motivação para vida e de brinde traz saúde emocional. E assim cai no mundo do Ninho, socorrendo usuários. Preciso ser rápida, criativa, capaz de negociar na hora de "armar" a rede imediata. Orientar por telefone a angustiada dona Zelita, uma senhora generosa, com uma moradora de rua com um grave problema clínico e psiquiátrico junto com dependência química a não chamar a polícia e sim o SAMU. Depois negociar com o SAMU que não queria levá-la para o hospital geral, mas Dona Zelita pegou o jeito logo e conseguiu, garantindo que eu acompanharia a moça. Só amanhã. Depois de cuidar do futuro herbário. Triste, mas muitos funcionários da FMS que trabalham em seus hospitais da periferia nunca ouviram falar dos leitos psiquiátricos existentes por força do ministério público em suas dependências. Teresina "brinca" de rede de saúde mental. É uma vergonha.
5º. Hoje a noite, bem mais leve. Acredito não ser apenas uma oscilaçao de humor, sim uma estabilidade sintomática que se reestabelece. Tenho diminuido minhas várias atividades tentando sentir menos culpas, adiando o que posso para fazer depois. Respeitando meus limites, apesar de achar que tenho síndrome de Atlas, aquele titã que carrega o mundo nas costas. Eu, hem! Ando parecida com Pato Donald estressado: QUAC!!!!

A LUTA PELA JORNADA DE 30 HORAS PARA A (O) ASSISTENTE SOCIAL

A CHAPA 1/CRESS-SER COM ATITUDE apoia a mobilização dos profissionais do INSS em defesa ao cumprimento da lei que regulamenta as 30 hs de jornada de trabalho do Assistente Social, sem redução salarial.
PARTICIPE COM A GENTE DA MANIFESTAÇÃO  DIA 01/03, em frente a superintendência do INSS, na Rua Areolino de Abreu, às 10hs.
PARTICIPE, ESTA LUTA É DE TODOS!!!!!!!!

CHAPA 1
Presidente: Mª José Nascimento (SASC/ Maternidade);
Vice: Rosângela Lucena ( SASC);
1ª Secretária: Amanda Marques (SEMEC);
2ª Secretária: Márcia Brandão (CRAS Sudeste II);
1ª Tesoureira: Sandra Caetano (Semtcas);
2ª Tesoureira: Sâmia Cristina (CRAS Leste V);
2-     Jovina Sérvulo (Sesapi/Semtcas);
3-     Regina Lúcia (CRAS Sudeste II);
Suplentes:
1-Fátima Eugênia (São Lourenço)
2- Magali Sampaio Castro (SEMEC/ FAR);
3- Fabiana Almeida (FA CID);
4- Ana Maria Oliveira (MDER Evangelina Rosa);
5- Maria Guadalupe Veloso (CRAS Norte II);
6- Ana kelly Pereira (Hosp. do Mocambinho);
7- Ana Carolina Calisto (CRAS Sudeste III);
8- Socorrinho Cardoso (APPM)
9-Carina Barbosa (Hosp do Dirceu II)

REUNIÃO DO MNLA

NÙCLEO ESTADUAL DO MOVIMENTO
                    DA LUTA  ANTIMANICOMIAL/RJ


REUNIÃO  DA SECRETARIA EXECUTIVA NACIONAL COLEGIADA DO MOVIMENTO NACIONAL  DA  LUTA ANTIMANICOMIAL

PREPARATÓRIO PARA O X ENCONTRO NACIONAL DE USUÁRIOS E FAMILIARES DA LUTA ANTIMANICOMIAL E IX ENCONTRO DO MOVIMENTO NACIONAL  DA  LUTA  ANTIMANICOMIAL  EM  ANGRA  DOS  REIS.

                                                        

     Convidamos Usuário, Familiares e Trabalhadores,Entidades e Organizações da Luta Antimanicomial,comprometidos com a Reforma Psiquiátrica, para REUNIÃO DA SECRETARIA EXECUTIVA NACIONAL COLEGIADA (SENC) que acontecerá no dia 26 de Fevereiro de 2011(sábado)de10:00 às 17:00h no auditório do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, situado à Avenida Churchill, nº 97, 10º andar- Centro- Rio de Janeiro.
            Esta reunião é preparatória para o XEncontro Nacional de Usuários e Familiares do MNLA e do IX Encontro Nacional da  Luta Antimanicomial, que ocorrerá em Angra dos Reis  no  ano de  2011.
            Como  proposta da reunião do Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial tem como pontos principais: 1- Organização do encontro; 2- Escolha  do  temas  e  Sub-Temas; 3-Relatório da CISM/MS (Comissão Intersetorial de Saúde Mental/MS).4-E outras  deliberações.        

            OBSERVAÇÃO: 1- Na reunião  da  Secretaria  Executiva Nacional Colegiada do Rio de Janeiro o almoço ficará por conta dos participantes.
                                         
                                          2- Participantes de outros Estados Hospedagem e  Alimentação será  por  conta  dos  participantes.
          
                                          3- Confirmar  presença.  
       
Contatos:
 Rosa Domeni/SinMed-RJ(021)82076226(rosasantos29@gmail.com)
Eliana Marques/SindPSI-RJ (021)76045526(em.silva1961@bol.com.br)
João Batista/Afaucangra-(024)33777065(afaucangra@yahoo.com.br)
Iracema Polidoro/Apaconjum(021)91532667(
cemapolidoro@bol.com.br)

E-mail do  MLA/RJ:antimanicomial.mnla@gmail.com

                 SECRETARIA EXECUTIVA COLEGIADA DO RIO DE JANEIRO


OBS: Nesta sexta-feira, a partir das 14 horas tem reunião ordinária do Núcleo Estadual do MNLA do Rio de Janeiro, no Sindicato dos Médicos.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

RODA VIVA DE 21 DE FEVEREIRO DE 2011: A PSIQUIATRIA "MODERNA" DISTINGUE MESMO QUEM É NORMAL OU LOUCO?

Vejam a resposta do Dr. Márcio Amaral, vice-diretor do IPUB, sobre o famigerado programa Roda Viva com o Valentin Gentil. Parece que esse programa foi gravado no passado e apresentado agora na Cultura (PSDB paulista) por pressão da ABP. Márcio pega na ferida. E é nela (a volta dos hospícios) que devemos catucar.
Edmar Oliveira

 RODA-VIVA OU "RODA- ZUMBI"?
             (sobre a entrevista concedida por Valentin Gentil, exibida em  21/02/11)
 
    As discussões em torno das políticas públicas para a Saúde Mental têm sido uma espécie de diálogo de surdos. Cada "campo" (para usar uma expressão "na moda") como que se encastela nos seus próprios argumentos e não dá qualquer ouvido aos do outro. Pior do que isso, sequer discutem esses argumentos, de maneira a tentar demonstrar sua fragilidade interna e a superioridade dos seus. Resultado: dois conjuntos endurecidos de idéias entre os quais as pessoas têm sido obrigadas a optar artificialmente. 

   Falando apenas naquilo que interessa à nossa discussão, todas as teses apresentadas pelo eminente colega, para atacar a política de SM no programa citado, baseiam-se em dados epidemiológicos que demonstrariam uma elevação significativa da pop. de rua e dos cárceres, como consequência do fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos.  

   Deixando de lado a confiabilidade dos números apresentados (baseados em projeções), podemos todos reconhecer que há mesmo um número enorme de pacs psiquiátricos nas ruas e nas cadeias. Somente para efeito de raciocínio, aceitemos também a relação direta entre os dois fatos. A partir daí, podemos discutir a tese que, necessariamente, resulta dos seus argumentos: a institucionalização dessas pessoas seria melhor do que a sua não institucionalização. A pergunta obrigatória, então, passa a ser: melhor para quem?

   Embora o dilema apresentado (institucionalização permanente versus abandono nas ruas) não seja inevitável, há que desmistificar esse culto da institucionalização em geral. A história recente tem demonstrado serem elas indutoras e facilitadoras das mais diversas perversões. Perguntamos: as crianças órfãs "acolhidas" em orfanatos ligados à Igreja Católica na Irlanda, ou mesmo aqui, estavam em melhores condições do que muitas que cresceram em condições de abandono? Se essas últimas estavam sujeitas a muitos abusos, as primeiras viviam submetidas ao risco constante e inescapável de abusos talvez muito piores. Esse tipo de instituição serve, antes de tudo, ao propósito hipócrita de fazer com que a miséria humana desapareça de sob nossos olhos e para que tudo fique mais limpo e "apresentável". Será que o eminente e respeitado colega acha mesmo que a simples abertura de novos leitos propiciaria "tratamentos modernos" aos pacientes? Quem duvida de que eles seriam novamente esquecidos? Por que não estudar a criação de albergues-assistidos, opcionais e próximos ao local onde naturalmente ficam essas pessoas?
  Sempre que vejo um louvor às instituições impessoais, lembro-me do poema de M.Bandeira, "Flores Murchas":

"Pálidas crianças/ Mal desabrochadas/...Tristes, asiladas/Que pendeis cansadas/Como flores murchas!/...Pálidas meninas/Uniformizadas/Quem vos arrancara/Dessas vestes tristes/Onde a caridade/Vos amortalhou?/Pálidas meninas/Sem olhar de pai!/Ah! Quem vos dissera/Ah! Quem vos gritara/--Anjos debandai!/...Açucenas murchas/Procissão de sombras.../Meninas cansadas/A quem ninguém diz/--Anjos, debandai!" 

   Por fim, havia no programa um clima de tanta submissão e adulação em relação ao entrevistado, que a RODA mais se parecia com uma "RODA ZUMBI". Ao seu final, Marília Gabriela falou bem alto, pedindo que todos os entrevistadores se comportassem: "Meninos...Meninos...!" Tudo tão a propósito! Tinham mesmo se comportado como meninos.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

SAMBA NO PÉ E CAMISINHA NA BOLSA

Evento promovido pela Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Piauí - ATRAPI acontece sábado, 22 de fevereiro na praça Pedro II, das 08:00 às 16:00


Contatos com Monique Alves

86  8806  6434

ZÉ PEREIRA E MARIA DA PENHA!!!!

O NUN SE PODE Estará participando agora em 2011, focalizando o tema
os direitos das mulheres.
Convidamos você a participar
Contato – Lourdes 9413 9171
Albetisa 9491 0131
Confirme a sua participação




DIA DA MULHER NO CARNAVAL

REUNIÃO ORGANIZATIVA DO 8 DE MARÇO
O DIA 8 de Março de 2011, neste ano será na 3º feira de carnaval,
Mas mesmo assim a UMP, o COLETIVO DE MULHERES ROSA LUXEMBURGO, a Secretaria de mulheres do SINDSERM e outras entidade, já começaram a discutir sobre a programação desta importante data.
ESTÁ MARCADA A PRÓXIMA REUNIÃO PARA 2ª
  FEIRA –
 DIA 21-02-2011- AS 18:00 HORAS –
NA SEDE DO SINDSERM NA RUA QUINTINO BOCAIÚVA 466 CENTRO N
Contatos- Albetisa 8106 0019 – Jesus 3221 3165 – Lourdes Melo 9413 9171
Com o objetivo de aglutinar mais entidades e mulheres convidamos você para esta reunião, será importante a sua participação para que juntas possamos está fortalecendo às atividades de luta pela passagem desta data.
Aguardamos você.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DE SAÚDE MENTAL

O Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental RJ convoca encontro
 
Será no IPUB no dia 22, 3a feira as 19:30 - (na entrada terá um aviso do número da sala, mas na 2a divulgaremos nas redes)
O encontro é aberto a toda e qualquer pessoa do campo da saúde mental  
Podem participar pessoas que estejam ou não ligadas a qualquer outro movimento e ou instituição.
A presença de todos será bem vinda!
Mais do que isso, o momento pede que aglutinemos forças.
Divulguem em suas redes e lista de emails.

 Movimento dos Trabalhadores de Saúde Mental do Rio de Janeiro.

Os trabalhadores em saúde mental do Rio foram pioneiros no inicio do movimento da luta antimanicomial que enfrentando situações precárias de trabalho como agora, deflagaram uma greve em abril de 1978, seguida pela demissão de 260 estagiários e profissionais, a crise da DINSAM relatada por Paulo Amarante no livro Loucos pela Vida - Trajetória da reforma psiquiátrica no Brasil.
O Piaui, Teresina se os trabalhadores de saúde mental tivessem uma posição corajosa, além da crítica em of, ação além da indignação também estaríamos fazendo algo parecido segunda-feira, 21 de janeiro, que somam 50 dias sem uma gerência de saúde mental no Estado. Pacientes do interior do Estado novamente lotando o HAA, mesmo de municipios com uma rede de saúde mental relativamente estruturada como é o caso de Piripiri, e outros. Não há psiquiatras nos CAPS de municipios. Por quê? Vários casos de tentativas de suicídio deram entrada esta semana. É preciso um plano de emergência para a questão. Quem fará? Psiquiatras mais antigos na profissão, alguns que ainda chamam o HAA de "colônia", dificultam o acesso a medicamentos atípicos, retiram a medicação de última geração e prescrevem medicação convencional com muitos mais efeitos colaterais. Reciclagem em psicofarmacologia, quem fará para eles? As condições de trabalho nos CAPS e salários estão bons em todo o Piauí? Tem trabalhador com salário atrazado de 2010?

Vamos  puxar o movimento para o Piauí.



   

 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SUICÍDIOS EM TERESINA

Nas últimas três semanas apenas, soube de seis casos de suicídios somente em Teresina. Infelizmente, somam-se a mais dificuldades enfrentadas pela rede de saúde mental da capital piauiense que não consegue dar respostas às demandas. Já começarão mais uma onda de seminários, foruns e tantos outros espaços apenas de reflexão, alguma coisa prática jamais foi feita numa cidade com altos índices destes casos.
Os movimentos de defesa dos direitos de pessoas com transtornos mentais ou movimentos da luta  antimanicomial em todas suas tendências deveria está seriamente ligado no cumprimento de portarias como a 1.876 de agosto de 2006  que dispõe sobre a organização de serviços para prevenção ao suicídio, recorrente em todo o país, segundo  a portaria numa prevalência entre de jovens de idade entre 15 e 25 anos.
Em Teresina as notificações de tentativas poderiam ser compiladas por região da cidade e serviços de pronto-atendimento a ideação suicida  e cuidados contínuos poderiam ser implementados se houvesse boa vontade por parte de gestores municpais e estaduais. Financiamento? Poderia ser um serviço a mais num posto de saúde  de referência. Treinamentos para agentes comunitários de saúde. Campanhas preventivas em rádios e televisão. Pior é considerar o assunto um tabu e deixar Teresina chocada a cada caso. Com o sofrimento em cada comunidade.

SUICÍDIO E URGÊNCIA PSIQUIÁTRICA

Estudo aponta que é preciso melhorar treinamento em urgência psiquiátrica


Pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) ganharam o prêmio Jovem Psiquiatra durante o 27º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo, que contou com 6 mil participantes. Intitulado Manejo do suicídio na emergência: dificuldades na formação do residente e na estruturação dos serviços no Brasil, o artigo, assinado por pesquisadores do Laboratório de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Labcities), é fruto de uma pesquisa, ainda em curso, sobre vigilância epidemiológico-sanitária e prevenção ao suicídio. O objetivo do trabalho é identificar as dificuldades na formação do residente de psiquiatria na condução do atendimento emergencial, especialmente quando há risco de suicídio.


O estudo foi coordenado pelo pesquisador do Icict Carlos Estellita-Lins e contou com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e de outras unidades da Fiocruz. Também participaram da pesquisa bolsistas, mestrandos e doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Icict.
Após entrevistas e discussões com os residentes, os resultados apontaram para a necessidade de melhorias na  rede assistencial em psiquiatria e, sobretudo, um investimento na formação de médicos emergencistas durante a graduação e a residência. Para o coordenador da pesquisa, o mais importante no estudo foi levantar alguns aspectos sobre a falta de conhecimento dos residentes, a qualidade precária do treinamento em urgência psiquiátrica e a formação incipiente dos profissionais de saúde no que diz respeito ao risco de suicídio. “Quando falamos da emergência em psiquiatria, percebemos algumas falhas no sistema. Primeiro porque as universidades não têm um ‘bloco’ especializado nesta área. Segundo porque as emergências não têm uma qualidade adequada de assistência e tampouco um fluxograma claro de encaminhamento ou protocolos de conduta. Por último, os profissionais que trabalham na ‘linha de frente’ nas emergências não têm o treinamento adequado”, explica Carlos Estellita-Lins.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o mundo, cerca de 450 milhões de pessoas sofrem de transtornos mentais e comportamentais. No que diz respeito ao Brasil, estudos apontam que cerca de 23% da população sofrem com transtornos mentais comuns, incluindo ansiedade e depressão. Segundo o coordenador, isso significa que quase um quarto da população seria passível de diagnóstico e necessitaria de algum tipo de ajuda, e mais da metade deste grupo, provavelmente, desenvolveria uma forma mais grave de transtorno depressivo, que poderia levar, inclusive, ao suicídio.
Nesse sentido, Carlos Estellita-Lins defende que, para reduzir o número de indivíduos com esses transtornos, além das campanhas de reflexão e conscientização de todos os setores da sociedade, é preciso uma maior resolutividade no primeiro contato do paciente com o hospital.  “Se as pessoas pararem de ver o suicídio como uma questão moral e admitirem que mais de 90% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, teremos uma melhor compreensão sobre o assunto, uma maior possibilidade de intervenção e, consequentemente, uma redução nas taxas de suicídio. No caso do primeiro atendimento, a maior preocupação da emergência deve ser atender com rapidez e eficácia, na tentativa de prevenir para que, no futuro, as pessoas não desenvolvam quadros graves de transtornos mentais”, opina.
Para Carlos Estellita-Lins, só o fato de refletir e discutir sobre o suicídio já é um avanço muito grande. O coordenador pondera que o mais complicado nessa questão é saber como deve ser a informação e a comunicação para os trabalhadores de saúde, os médicos-residentes, os pacientes e a população em geral. “Temos que ter cuidado com o processo de comunicação e mediação, pois, para qualquer pessoa que está deprimida, só o fato de divulgar que, em determinado local o chumbinho é vendido livremente, pode aumentar as chances de uma tentativa de suicídio”, exemplifica. O pesquisador acredita que, além da inclusão da comunicação na agenda da saúde, folderes, cartazes, manuais e vídeos educativos podem ajudar o paciente e a população a lidar com essas situações e preveni-las.
A pesquisa integra um conjunto de investigações com o objetivo de prevenir o suicídio, que teve início no ano passado e contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e apoio da Fiocruz.
Publicado em 16/11/2009.

Agência Fiocruz de Notícias 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

NÃO QUERO PSICOCIRURGIAS, ECTS PARA CONTROLAR MINHA SUBJETIVIDADE!

Diálogo na loja:
__ Onde processo os chineses que produziram este guarda-chuva? Quebrou .Comprei ontem, lembram? Quero trocar por outro.
Vendedor simpático de ontem:
__ Não é comigo. Fale com o gerente.
__ Ora, resolva. Você me vendeu. Juro, que não gostaria de me ver zangada ... ( meus pedreiros odeiam essa parte).
O gerente aparece e pega a peça que soltou do guarda-chuva impedindo que se feche e abra automaticamente e ajeita e ajeita... tenta me devolver "consertado". Não aceito e não tenho o cupom fiscal da compra. Esqueci. Aparece um outro senhor autoritário, deve ser o dono, "manda" que me sente. Não sento. E cai  na desgraça de dizer que estou nervosa. Odeio.
__ Não estou nervosa: sou psicótica mesmo. E vou procurar nesta loja uma capa de chuva enquanto vocês resolvem se trocam o guarda-chuva. Se tiver que ir em casa pegar o cupom, vou querer o meu dinheiro de volta!!! Todos vocês viram que comprei aqui, mais uma bolsa e tudo a vista.
Resolveram trocar o guarda-chuva. Ouvi o infeliz comentário do homem mais velho, sobre a situação de se encontrar em frente a um redemoinho (eu!!). Tomei-lhes das mãos o tal guarda-chuva, empunhei e disse:
__ Redemoinho não: TEMPESTADE gosto de ser chamada assim. Sou tempestade mesmo, com raios, trovoadas... água levando tudo.
Sei lá. Desde a universidade o povo comum tem a mania de associar minha personalidade às  estas interpéries naturais. Mais se o cabra não tivesse me chamado de nervosa não teria tido confusão. É como somos, o que anos de medicação fazem com nossas mãos que tremem. É uma condição de existência. Se tivesse me chamado de  louca ( não é bom está sintomática), teria feito seis respirações e negociado com mais calma.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PARECER SOBRE CAPS E POLITICAS DE SAÚDE MENTAL PELO CFM

Uma discussão enviada por Dr. Edmar Oliveira do Rio sobre o papel dos CAPS III , "acolhimento", internação. Urgência ou emergência. Emergência era minha primeira noção, depois de ouví-lo entendi o que ele chama de turno noturno do CAPS II. Durante o dia o CAPS III funciona como CAPS II.



DISCUTINDO UM PARECER
                            (ou "A Soberba sem Disfarces")
                   Márcio Amaral (prof adj UFRJ e UFF, vice-diretor do IPUB-UFRJ) 

  O parecer apresentado pelo médico Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, a pedido do CFM (sobre os CAPS e as políticas de SM), inicia-se por uma declaração sugestiva de que o tão falado "complexo de vira-latas" continua imperando em certos setores de nossa sociedade:
"Em outros países o óbvio seria que as políticas públicas executadas pelo governo estivessem de acordo com as leis em vigor, mas no Brasil....". 
   Diferentemente do que se passava com a gente simples, porém, essas pessoas quando falam mal de nosso país, e do seu povo, excluem-se da crítica, como se dissessem: "Eu não tenho nada a ver com isso". Não é por acaso, até porque, agem como se fossem uma casta à parte. É esse o espírito que impera em todo o parecer que vamos discutir. 
    Comecemos nossa crítica, entretanto, pelas concordâncias com o parecerista.
Consideramos haver mesmo alguns excessos na aplicação das políticas públicas por parte do MS e também um certo exagero nas funções atribuídas aos CAPS (especialmente os assim chamados CAPSIII), mas o balanço do papel dos dois primeiros, melhorando a qualidade de vida de inúmeros pacientes, é inegável.
   Embora todos os CAPSIII que conhecemos funcionem associados a unidades de atendimento médico, os textos referentes ao seu papel deixam mesmo margem a muitas dúvidas. Há ali algumas atribuições que avançam (ou deixam margem para isso) na atividade mais propriamente hospitalar e médica. Há que deixar bem claro, é verdade, a necessidade da presença obrigatória de assistência médica, propriamente dita, em qualquer situação que envolva permanência de pacientes em urgência ou emergência. São essas ambiguidades e excessos que colocam em risco um modelo que já vem dando excelentes frutos.  
   Passemos agora à soberba e ao ranço que emanam de todo o parecer. Em suas três primeiras páginas, o parecerista se dedica à invasão da área dos juristas, sem qualquer cerimônia, expressando-se como se fosse um Ministro do STF. O mais curioso, é que todo o parecer tem por fim lutar contra uma possível invasão de competências. Se, pelo menos, ele citasse em que considerações de algum jurista se baseou?!
  No que se refere à questão propriamente dita, o parecer se baseia em duas teses.
1- O atendimento e participação dos pacientes nos CAPS nada mais é do que uma forma de "internação hospitalar disfarçada".
   É muito típico de algumas mentes reduzir o desconhecido ao conhecido. Há mesmo pessoas que demoram a entender que o mundo avançou, passando a como que "espremer" os novos acontecimentos e conceitos, de maneira a que caibam na "fôrma" em que suas próprias mentes se criaram. S. Tomás de Aquino escreveu, certa vez, que os homens reduzem tudo ao "metro da sua própria inteligência". Isso poderia explicar a confusão que o parecerista tentou fazer entre: 1-um local ao qual os pacientes se dirigem espontaneamente, lá ficando enquanto sentem vontade (os CAPS em geral) e um outro no qual são atirados e esquecidos, deixando de exercer seus direitos civis ("Hospitais" de triste memória). 
  Mesmo aceitando que há internações no mínimo discutíveis nos CAPSIII, a situação é totalmente diferente nos dois tipos de instituição. Nos CAPSIII é fixado um prazo máximo de permanência "sete dias corridos ou dez intercalados em um período de trinta dias", medida tomada, certamente, para evitar o "hospitalismo". Qualquer pessoa que trabalhou em enfermarias psiquiátricas sabe como é grave o problema de pacientes que, por medo de retornar à sociedade, chegam a forjar sintomas de maneira a não receber alta. Já no modelo defendido pelo parecerista, os pacientes tenderão simplesmente ao esquecimento em enfermarias impessoais. Para o primeiro dispositivo, a internação é apenas um incidente no percurso dos esforços para recuperação. No outro, é uma espécie de fim em si ou, o que é pior, um "fim de linha".
  A partir de algumas fragilidades observadas em relação aos CAPSIII, o parecerista, revelando pouca honestidade intelectual, generalizou suas críticas a todo o modelo de Assistência Psicosocial, como se ela fosse um mal em si e também como se as possíveis deformações observadas nos CAPSIII comprometessem todo o modelo. São evidentes seus esforços para que tudo volte a ser apenas como antes, quando mais 90% dos gastos com saúde mental eram destinados ao pagamento de AIHs. A Reforma Psiquiátrica feriu mesmo muitos interesses.
 
2- Aquela "forma disfarçada" de internação privaria os pacientes psiquiátricos de "cuidados integrais" e do "melhor tratamento" (ministrado em hospitais e quase que somente por médicos)
   Para que esta discussão não vagueie pelo abstrato, nada melhor do que lembrar de um passado bem recente, anterior ao fechamento dos "hospitais-colônias", quando milhares de pacientes eram abandonados em enfermarias insalubres, e os "cuidados integrais" reduziam-se a um médico para algumas centenas de pacientes. As únicas coisas "integrais" que existiam ali, eram: a permanência por tempo integral (e indeterminado) e o pagamento integral de AIHs. E ainda há quem pense que em ambientes desse tipo pode haver "melhor tratamento"!!
   Que o parecerista tem o vício insanável de ver o hospital como único dispositivo terapêutico, fica evidente na citação:
"...os absurdos da política do "acolhimento" não cessam aí...os procedimentos de "acolhimento" e "desacolhimento"--na verdade, internação e alta hospitalar--- são determinados por profissionais não médicos; e as internações involuntárias posto que "meros acolhimentos", não são comunicados ao MP. Ao abuso e à ilegalidade, adiciona-se a fraude" .
     É nesse parágrafo que se pode observar a capacidade que tem o parecerista para torcer as informações de maneira a poder concluir algo que atenda aos seus próprios interesses. Como foi assinalado no próprio parecer, é da índole dos CAPS o desestímulo e a resistência às internações (máximo de sete dias...). Quem internava pessoas atendendo demandas espúrias de parentes, ou outras pessoas, eram os diretores de certas clínicas privadas. Ademais, e antecipando-se aos juristas, ele já deu seu veredicto quanto às ilegalidades, etc. Quanta soberba!
   Há, ainda, ali, uma sutil confissão: se todo atendimento médico visa acolher as pessoas (ponto de partida de um silogismo) e as altas hospitalares são desacolhimento, logo (conclusão necessária) a internação deve ser a referência e o objetivo maior de todo tratamento psiquiátrico.  
    Por fim, e para que as pessoas, não muito familiarizadas com o problema, tenham um idéia do ambiente que se respira entre os profissionais de saúde mental, as publicações da ABP trazem em sua capa a seguinte frase: PUBLICAÇÃO DEDICADA EXCLUSIVAMENTE À CLASSE MÉDICA, como se não conhecessem o significado da palavra publicação, e pudessem agir como os monges da idade média tão bem retratados em "O Nome da Rosa". Considerando que a tal restrição à leitura por outros profissionais é totalmente incontrolável, aquela é apenas uma espécie de "declaração de antipatia explícita e generalizada".
   Quando estava em campanha para se tornar presidente da ABP, seu atual presidente, com o apoio da direção do CFM, declarou:
"...porque nós chegamos dentro (!) do CFM e poderemos fazer algo, unindo o CFM com a ABP" (JBrasiliense de Psiq. maio de 2010). 

  Na mesma edição, apresentou ele sua plataforma baseada em:
"...3 pilares: defesa corporativa, defesa acadêmica, defesa da prática clínica".
Nenhuma palavra que revelasse a mínima preocupação com a saúde dos cidadãos em geral. Essa parece ser a verdade mais profunda dos meus colegas que hoje dirigem a ABP e que inspiraram o parecer que me demorei a discutir.  Para quem milita na área há mais de trinta anos, e que dirigiu a clínica do maior hospital universitário psiquiátrico do Brasil (além de ter exercido sua direção geral), não deixa de ser um pouco triste constatar, mais uma vez, os caminhos trilhados por nossas associações representativas. 
__._,_.___

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GREVE DOS PROFESSORES: COMPANHEIRONA!!!!!!!!!!

RALANDO ...

Devolvemos a farmárcia do HAA , através de sua ouvidoria, 526 comprimidos receitados à usuária, amiga do Ninho. A mesma usa desde abril medicação atípica, respiridona. As medicações tradicionais como haloperidol e outros lhes causaram muitos efeitos colaterais. Quem já esteve me hospital psiquiátrico sabe o que é uma impregnação. Gosto nem de lembrar. Síndrome extrapiramidal para falar bonito. Doi, quando os músculos são repuxados. Ui!!!

Entregamos um ofício na SDU Sudeste requisitando um centro social abandonado perto de nossas casas, temos vários espaços públicos sem utilidade comunitária, alguns com a chave na mão de pessoas que se dizem líderes comunitários. Nem usam e nem deixam ninguém usar. Um espaço do SASC que pedimos em 2008, temos um oficio resposta dizendo que seria usado para o Fome Zero, terminou o governo pestista e está aqui, cheio de mato. Ninho sem sede.

Falamos hoje com Lili, da farmácia dos excepcionais. Quetiapina ( soroquel) não chegou. Vamos ao Ministério Público.

Panfletagem na assembléia dos servidores da saúde. Queremos sim, influenciar na indicação do nome da gerente ou do gerente de saúde mental, que este (a) seja comprometido com a reforma psiquiátrica.
 Tenho receio da previsibilidade das pessoas normais e quando são totalitaristas prevemos as respostas: já imaginou se o governo acaba a GASM, resolve fundí-la a uma outra, para não desagradar nem a gregos ou a troianos... só irresponsavelmente ferrar com o usuário. Espero está enganada, podem ser previsíveis mais alguns tem bom senso, o coordenador da política nacional é um reformista. Ficaremos na contramão da coisa toda?


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

pequena homenagem ao amigo que partiu pra fazer luta antimanicomial no céu

O QUE É ISSO, COMPANHEIRO?



Victor, companheiro: está doendo muito. Somatizei, doi a cabeça, unha do pé, fio de cabelo, olho, dedão. Doi tudo amigo! Nossa rede não foi capaz de segurar tua onda. Tombou no front, companheiro. Belo soldado conhecido. Dói tudo companheiro. Dá um medão do nada. Um medão dos caras anti reformistas levarem a melhor. Você é um dos nossos. Esteve na conferência nacional. Articulador de redes. Amigo cuidador. Toquei teu rosto jovem já frio. Mas amanhã companheiro já fizemos panfletos que não sabemos como reproduzir, mas estaremos na assembléia da saúde denunciando os descasos com a saúde mental. Lembrarei de você jovem grandão, com sorriso maroto de menino que era e um jeitão nervoso de gente apaixonada pela causa. Tua luta amigo, nossa luta, continuaremos e que um cabra tão generoso como tu, tenhas um espaço especial do outro lado da vida, meu...!!!!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

VON MEDUNA

Para divulgação:
Por enquanto o livro só está à venda em Teresina.
TOCCATA - loja de cds e livraria
Rua Angélica, 1467 (por trás do mesmo local quando a Toccata era na N.S. de Fátima, no Jóquei)
Tel 086-3233-5181



a incrivel história de
von Meduna
e a Filha do Sol do equador


Do mesmo autor de “Ouvindo Vozes”. Enquanto no livro anterior os porões da psiquiatria brasileira foram abordados através das “histórias do Engenho de Dentro e lendas do Encantado”, recuperando para a vida pessoas soterradas na continuação do primeiro hospício do Brasil, no Rio de Janeiro, neste livro o autor “invenciona” a história de von Meduna no seu caso de amor à terra “Filha do Sol do Equador”.
Participante da Reforma Psiquiátrica que se instala em Teresina, como consultor, o autor, radicado no Rio de Janeiro, mas apaixonado por sua terra natal, mergulha na história da Psiquiatria no Piauí, se envolve emocionalmente com as aventuras dos loucos de sua infância, e apresenta um painel apaixonado de histórias da psiquiatria piauiense, da implantação de um modelo comunitário de assistência que se propõe substituir a internação psiquiátrica.
Não é um livro técnico, mas um romancear de quem toma partido contra uma psiquiatria repressiva que deve ser atacada no campo dos direitos humanos. Um livro para ser discutido por estudantes, profissionais, usuários, familiares, enfim, por toda à sociedade a quem é proposta uma nova ética de inclusão da loucura.
E como o modelo que foi combatido, o hospício, é o mesmo em qualquer lugar do planeta, não é um livro sobre o que acontece no Piauí, mas sobre o que faz a psiquiatria em todos os hospícios de qualquer cidade do Brasil e um elogio à forma de acontecer a Reforma Psiquiátrica, prática em saúde mental que vem substituindo o antigo manicômio em todo o país.



  Do Matador de Dragôes, Dr. Edmar Oliveira ou de moinhos de vento. Vamos conferir! Lembra-me Dr. Clidenor Freitas e sua biblioteca de inúmeras edições em línguas diferentes de Dom Quixote, daquela estátua a entrada do sanatório. Do delírio da Caroline, dizendo que estava num castelo, a princesa do sapo... não seria Dulcinéia?

PSIQUIATRIA SEM HOSPÍCIO

POR UMA CLÍNICA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA: COM SUBJETIVIDADE, MEDICAÇÃO COM MENOS EFEITOS COLATERAIS E MAIOR PODER DE RESOLUTIVIDADE ASSOCIADA A PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.