segunda-feira, 7 de junho de 2010

ACESSIBILIDADE

"Louco só descansa quando morre" são dizeres de meu amigo Nilo Neto, usuário de Santa Catarina. Passei uma semana fora, participando do congresso da ABRASME. Tenho tantas coisas para postar. Mas cheguei na madrugada do domingo e ainda não parei. Amigos do Ninho ( amigas já muitas queridas) em crise, audiências na justiça e como dupla identidade, também sou trabalhadora em saúde mental, muito trabalho para fazer. É respirar. Tentar acalmar a mente por vinte minutos e medicação. Acupuntura, não terei tempo de fazer nesta terça. Mas viajar revitaliza. Estou bem feliz por ter voltado sozinha, duas conexões, usando meus direitos de acessibilidade. Só precisei de ajuda na confusão daqueles portões de embarque tumultuados. Psicótico é ansioso. Ia lá me identificava como pessoa com transtorno mental e embarcava com ajuda, como cadeirantes, crianças e idosos desacompanhados. Senti a surpresa em alguns funcionários da empresa aérea. A nossa é uma "deficiência" invisível. É preciso sempre uma beve explicação que tenho dificuldades de gravar informações sobre localização, espaço. Espero que algum dia alguém pense em transformar em lei que possamos sermos considerados prioridade nestas situações e em filas como idosos, mulheres grávidas e pessoas com crianças de colo.

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POR UMA CLÍNICA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA: COM SUBJETIVIDADE, MEDICAÇÃO COM MENOS EFEITOS COLATERAIS E MAIOR PODER DE RESOLUTIVIDADE ASSOCIADA A PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.