sexta-feira, 24 de abril de 2015
PROJETO AMIGO CUIDADOR: APOIO, SUPORTE E AJUDA MÚTUA
Movimentação
intensa de eventos pela passagem do dia 18 de maio: Dia Nacional da
Luta Antimanicomial em Teresina. Que bom. A Rede de Apoio e Suporte em
Saúde Mental - AMIGO NO NINHO continua fazendo seu trabalho de articular
redes intersetoriais no acolhimento a crise, cárcere privado, acesso a
medicação e outras necessidades àqueles que não conseguem ainda a
autonomia vivendo com transtorno mental.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
MANUAL DO SOCORRO A CRISE: AMIGO CUIDADOR 2.
COMO SOCORRER NÃO SENDO DA FAMÍLIA?
Pela nossa experiência achamos que sabemos o que fazer, mas impotentes apenas observamos e sofremos porque ela "é uma das nossas". A comunidade comenta as bizarrices desta última semana de março. Algumas pessoas a viram ser retirada por dois homens puxando seus braços de dentro de uma vala, uma grota, córrego de esgoto do final de um loteamento próximo. Ninguém sabia informar se esta caiu por acidente na vala ou entrou de propósito. Menos grave, mais igualmente preocupante é o fato de por roupas esportivas e sair para caminhadas ao meio dia ou às três da tarde, quando o sol está muito quente na cidade.
Sem tratamento psiquiátrico nossa amiga vai tornando-se devagar mais uma louca de rua. Todos nossos recursos de articulação de rede na comunidade já foram tentados: o padre, as senhoras da igreja amigas da mãe, orientação e pedidos aos vizinhos para o convencimento da mãe para que medique a filha, nas crises mais grave, interne-a integralmente ou leve-a até um CAPS e tantas outras tentativas desde 2009.
Quem sabe amanhã tenhamos alguma outra ideia.
quarta-feira, 1 de abril de 2015
sábado, 28 de março de 2015
CURSO: PARTICIPAÇÃO E CONTROLE SOCIAL NA SAÚDE MENTAL
O curso acontece na Universidade Federal do Piauí. Extensão coordenada por Dra. Lúcia Rosa, Departamento de Serviço Social e acredito que demais informações podem ser colhidas com o pessoal da Âncora, não sei o endereço atual, ou na Gerência de Saúde Mental do Estado (GSM) o endereço está ao lado.
Outra forma de abrir a programação com os objetivos:
http://www.ufpi.br/arquivos/File/controle_saude_mental.pdf
Outra forma de abrir a programação com os objetivos:
http://www.ufpi.br/arquivos/File/controle_saude_mental.pdf
domingo, 22 de março de 2015
MANUAL DE SOCORRO À CRISE: AMIGO CUIDADOR
Houve outras crises passadas. Outubro de 200...
Soube na porta na quermesse da igreja. Ela havia tentado mais uma vez o auto óbito, tomou vários comprimidos, espumou, caiu perto de uma avenida. Socorrida por vizinhos. A família fez silêncio sepulcral do seu desaparecimento por alguns dias. Depois soube-se da internação em estado grave em UTI.
Outro mês que perdemos na memória. Uma amiga de infância voltando de aulas noturnas numa faculdade a encontrou na Ladeira do Uruguai, de vestido, dizendo que estava fazendo caminhadas. Era tarde para a atividade a amiga a convenceu entrar no carro, fazer um lanche e levá-la em casa.
Semana passada deste mês de março alguém nos diz que ela estava ao meio dia na praça do bairro, tentando jogar-se a frente de carros. O que populares socorreram-na. Foram tantas as tentativas de antecipar sua angustiada existência, que nosso receio é que as pessoas nem sequer tentem mais interrompê-la.
Ontem. Delirava, falava com alguém invisível para nós. Sorria, maldizia a família de forma paranoica. Aos poucos sem um dos principais cuidados com psicóticos, o uso contínuo da medicação psicotrópica ela vai perdendo o discurso com o outro a sua frente, perdendo-se nos seus delírios... ficou algum tempo na nossa casa. Inquieta. Usou um spray purificador de ar como perfume, lambuzou-se de óleo de amêndoas no banheiro. Fedia, o auto cuidado também vai sendo deixado de lado.
A família já nos expulsou algumas vezes da porta. Não admite a doença mental da moça, que é considerada falta de vergonha e responsabilidade e não admite sequer o uso da medicação. Achamos que o estado da crise está agudo, seria necessário internação para que esta não consiga o intento do suicídio, que tenta sistematicamente.Que fazer?
terça-feira, 17 de março de 2015
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
NÃO FINANCIAMENTO PÚBLICO DAS COMUNIDADES TERAPÊUTICAS
NOTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE SAÚDE MENTAL (ABRASME) SOBRE A REGULAMENTAÇAO DAS
COMUNIDADES TERAPEUTICAS
O Conselho Nacional de
Políticas sobre Drogas abriu uma consulta pública,
através do Observatório Brasileiro de Informações
sobre Drogas (OBID) (www.obid.senad.gov.br) e do
Portal do Ministério da Justiça
(www.justica.gov.br), sobre a minuta de resolução
que regulamenta as comunidades terapêuticas no
âmbito do Sistema Nacional de Políticas Públicas
sobre Drogas (SISNAD).
O objetivo
central dessa Regulamentação, como prevê o texto em
consulta, é: “CONSIDERANDO a necessidade de
interligar as entidades que promovem o acolhimento
de pessoas com problemas decorrentes do abuso ou
dependência de substância psicoativa com a rede de
cuidados, atenção, tratamento, proteção, promoção e
reinserção social do sistema único de saúde, do
sistema único de assistência social e das demais
políticas públicas”.
Fica claro, na
afirmação acima, que o objetivo dessa regulamentação
é “regular” as CT´s com vistas a aprofundar sua
presença nas redes SUS e SUAS e consequentemente um
maior financiamento público para a ampliação e
fortalecimento das Comunidades Terapêuticas.
A ABRASME é uma defensora da
Participação Popular nas Políticas Públicas, sendo
uma das entidades que luta pela realização das
Conferências de Saúde. Sendo coerente com esse
posicionamento, somos a favor do Cumprimento das
Resoluções da 14ª Conferência Nacional de Saúde e IV
Conferência Nacional de Saúde Mental –
Intersetorial. As duas Conferências foram claras em
afirmar Não ao Financiamento Público das CT´s.
As comunidades terapêuticas vão de
encontro com a Lei 10.216/2001 por ter como
dispositivo central o isolamento social e a
internação, além de ser um equipamento privado, que
tem em sua maioria uma fundamentação de cunho
religioso. No entanto, sejam de fundamentação
religiosa ou médica, as CT´s têm sido inspiradas num
modelo de internação compulsória e violação dos
direitos das pessoas em tratamento. Essa situação de
financiar com recursos públicos o aumento e a
sustentabilidade econômica das CT´s, não só é uma
afronta a Lei 10.216/2001 e os anos de construção da
Reforma Psiquiátrica brasileira, como também, ao
caráter laico do Estado brasileiro.
Diante dessa Consulta Pública para a
Regulamentação das Comunidades Terapêuticas, a
ABRASME (Associação Brasileira de Saúde Mental)
afirma:
- Que o Governo Brasileiro cumpra as resoluções da 14ª Conferência Nacional de Saúde e IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial, e garanta o Não Financiamento Público das CT´s;
- O SUS e o SUAS e as políticas públicas de álcool e drogas tem problemas crônicos de financiamento, dessa forma, a PRIORIDADE deve ser a ampliação do financiamento público de equipamentos e programas públicos, como os consultórios de/na Rua, os CAPS AD 24h, as Unidades de Acolhimento.
Diante do exposto a ABRASME entende que a
estratégia de Regulamentação cumpre o objetivo de
fortalecer as CT´s nos Sistemas Públicos e
consequentemente seu financiamento público.
Não ao Financiamento Público das
Comunidades Terapêuticas!
Por uma Política de
Drogas Pública e Não Segregativa!
Em tempos que o governo luta pela aprovação pelo senado de projeto de lei que garante mais participação e controle social, já reprovado na câmara de deputado eis uma boa questão a ser debatida a exaustão: o não cumprimento destas e outras resoluções advindas de grandes conferências nacionais, como a da saúde e saúde mental.
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PSIQUIATRIA SEM HOSPÍCIO
POR UMA CLÍNICA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA: COM SUBJETIVIDADE, MEDICAÇÃO COM MENOS EFEITOS COLATERAIS E MAIOR PODER DE RESOLUTIVIDADE ASSOCIADA A PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.


