domingo, 1 de julho de 2012

MEDICAÇÃO 4

Querida Madileuza,

Acredito que existam pessoas que precisam de alguns destes medicamentos. O problema é o diagnostico errado e o tipo de tratamento dado pela maioria dos médicos do SUS e outros convênios NESTA UNIDADES. 
 Minha tia sofreu uma fratura na bacia, por ter escorregado em um tapete.  Levada par o hospital foi internada. Depois de cerca de cinco dias voltou pra casa e começou a tirar a roupa, trocar de calcinha na frente de qualquer pessoa, até que resolveram levá-la à outro médico  que viu que a medicação estava totalmente  errada.
Trocou a medicação e ela voltou a ser a pessoa  que sempre foi. Nunca teve problemas que indicasse transtorno mental.  O médico que havia lhe indicado tais medicamentos estava de plantão e é psiquiátra.  Ela  estava enlouquecendo! Ela não faz muitas coisas como antes, por causa da sequela que ficou e pela idade.
 O médico que cuidava dela é que me ligou e me pediu para denunciar ao MP.
Agora eles se defendem com mentiras. O negócio deles é o paciente não dar trabalho. Não ficar pedindo pra ir embora. É segurar o paciente, pelo menos, por 30 a 45 dias. Por que será....Só agora entendo!!!
 Pena que você não conheceu minha filha. Ela nem foi examinda antes de tomar a medicação na clínica.  Você tem a história onde conto como foi tudo  que aconteceu?  Ela nunca feriu ninguém, nunca ficou nua na frente dos outros.  Não tinha problemas cognitvos.  era nervosa e estava sofrendo com o bulliyng por estar acima do peso e não esva mais aguentndo tanta cobraça por parte da minha familia. Quando viajávamos,  e ficávamos alguns dias fora, era um atranquilidade, mas eu trabalhava direto e não podia estar sempre saindo. Você leu uma reportagem que coloquei na luta antmanimial capixaba. feita por Davd Rosenhan?

Por isto sou contra a medicalização, nestas clínicas? nem pensar!
Eu tomo Diazepam, às vezes rivotril.

Muita saúde pra você e muita paz

Beijos
 
http://nercindaheiderich.blogspot.com

O PROBLEMA MAIOR É A OVERDOSE MEDICAMENTOSA,  MUITAS VEZES SEM NECESSIDADE E EM OUTRAS, ALERGIAS AO MEDICAMENTO
.

MEDICAÇÃO 3

Querida Nercinda,

Uso medicação desde os nove anos. Vão lá uns trinta e tanto. Deixei-as por algum tempo por variadas temporadas da minha vida. Mas desde 2007  ciclei muito. Sou ex paciente de manicômio mesmo. Corri nua na rua, perdi qualquer noção de realidade. Não quero nunca mais isso. Tenho pavor só de pensar em crises agudas, então aprendi a aceitar a doença mental, minhas limitações e com muita dificuldade aderi mesmo às medicações. Mamas cresceram, vivo cheia de gases e não posso usar anti-inflamatórios que há interação medicamentosa com as 500 mg de divalproato de sódio e me enlouquecem. E tarja preta (ansiolítco) , cinco dias sem eles descompenso totalmente. Não luto  mais contra, mas a favor de medicações com maior poder de resolutividade e menos efeitos colaterais. Já tentei várias e vou ficando com a que deixa minha cabeça funcionando melhor, apesar do corpo ( partes dele, padecerem).
Acho temeroso essa coisa da rejeição a medicação, já perdi amigos por suicídio em crise, e conheço tantas outras que tentaram, além de se tornarem pessoas disfuncionais, com cara e comportamentos bizarros, etc. Paciente esclarecido que vai buscar sua saúde mental por várias maneiras, uma delas vencendo o autopreconceito é a melhor estratégia para qualidade de vida vivendo com transtornos mentais.
Beijo

MEDICAÇÃO 2

Os efeitos colaterais das drogas psiquiátricas causam sintomas iguais aos de doenças mentais grave inclusive similares até mesmo a esquizofrenia. Esconde-se que drogas psiquiátricas podem causar doenças psíquicas. Há danos cerebrais. Há destruição da dentição, problemas de obesidade, diabetes, anorexia, debilitação, e outros. Os danos da psiquiatria criminosa são hediondos. A sociedade é manip...ulada para ver a doença em tratamento através dos males que são causados pelas drogas tarja preta com que a psiquiatria criminosa vende a imagem de doença mental das suas vítimas.
Esconde-se que efeitos colaterais de drogas psiquiátricas são usados para consumar diagnósticos de doenças mentais e a imagem social estigmatizada das vítimas da psiquiatria criminosa. Prisão química. As drogas psiquiátricas produzem confusão, transtornos e distúrbios mentais, desordens psicomotoras e neurológicas, e surtos psicóticos. Doença mental química. O poder da psiquiatria criminosa é intocável neste país, ninguém age em defesa das vítimas de monstros tão poderosos, e que são acompanhados por vultosos e onipotentes interesses em toda a área de saúde."
Li isso em um site e concordo plenamente com esse artigo,eu mesma fui vítima de uma psiquiatra da clínica Saint Roman,aqui do Rio de Janeiro. Tive uma discussão muito grande com meu marido, fiquei muito exaltada e pela primeira vez na vida fui internada. Essa psiquiatra depois de uma consulta rápida,diagnosticou surto psicótico,me internou rapidamente,me dopou com Zyprexa e em uma semana eu já não comia mais,não bebia nada,não dormia,não tomava banho,tive SNM e minha vida foi quase destruída.Sai da clínica pois meu plano de saúde deixou de ser aceito.Fui para outra clínica onde diagnosticaram transtorno bipolar,então começaram a me desintoxicar.A síndrome neuroléptica maligna é terrível para o ser humano,eu pesei menos de 40 kilos, não conseguia fazer absolutamente nada sozinha, antes de tomar esse maldito ZYPREXA isso nunca tinha acontecido comigo.Eu não tenho e nunca tive transtorno mental algum.

A psiquiatria criminosa brinca com a vida das pessoas!!!
 
 
Shirley Torres
email de amiga do Ninho, antimanicomial. 

MEDICAÇÃO

São Paulo – Os avanços na área psiquiátrica brasileira estão colocando um fim nos sistemas manicomiais e a cada dia reintegram mais pessoas com transtornos mentais a sociedade. Porém, os pacientes continuam tomando muitos medicamentos, principalmente os das classes menos favorecidas. As informações são da pesquisa do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas (FMC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em conjunto com com os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do Estado de São Paulo.
  • A professora Rosana Teresa Onocko-Campos coordenou a pesquisa realizada nas cidades de Campinas, interior de São Paulo, e identificou que a maioria dos pacientes toma muitos remédios, tanto na rede de atenção primária como nos Centros de Atenção Psicossocial. Segundo a autora, o tratamento em saúde mental está reduzido ao uso de psicotrópicos, medicamentos que agem no sistema nervoso provocando alterações de comportamento e humor.
    A pesquisa aponta que o uso crescente destes medicamentos está associada a fatores econômicos. Os pacientes que mais tomam remédios são os mais pobres e com baixa escolaridade. De acordo com dados do estudo, em Campinas no primeiro semestre de 2010, mais de 65.778 pessoas receberam prescrições de psicofármacos - antidepressivos, tranquilizantes e estabilizadores de humor -, o número equivale a 6,5% dos habitantes da cidade.
    Além do número crescente de prescrições de antidepressivos, a auto-medicação é outro fenômeno que vem atingindo a população. Segundo a pesquisadora Rosana Onocko-Campos, as pessoas utilizam medicamentos para tentar resolver problemas que fazem parte da vida e não para combater doenças.
    Outro problema apresentado pela pesquisa é a centralização da prescrição de medicamentos. Como apenas os médicos têm conhecimento sobre os componentes presentes nas medicações e suas contraindicações, quando os pacientes precisam tirar suas dúvidas os demais trabalhadores da saúde não sabem informar, o que demostra uma contradição no sistema de saúde brasileiro.
    A pesquisadora da Unicamp ressalta em seu estudo que os pacientes devem se responsabilizar mais por seu tratamento. De acordo com ela, apenas os usuários de medicamentos podem saber se estão melhorando ou não, uma vez que a melhora nesse caso se resume à experiência de estar menos depressivo ou psicótico.
    A professora Rosana Onacko-Campos coordenou também uma pesquisa realizada em 25 dos 26 Caps III paulistas. As unidades estudadas são referência em saúde mental e visam a substituir os hospitais psiquiátricos com tratamentos diferenciados que evitam a internação psiquiátrica integral e reintegram o paciente à comunidade. Cada Caps possui em média 400 pacientes cadastrados, sendo que a frequência deles depende do tratamento planejado pela equipe multiprofissional.
    Segundo Rosana Onacko-Campos, o objetivo dessa pesquisa foi mostrar que a reforma psiquiátrica no Brasil avançou o suficiente para acabar com receios sobre a importância dos Caps. Os estudos mostraram que a reintegração dos pacientes à comunidade com a ajuda de familiares trouxe avanços nos quadros de transtornos mentais e que os Caps são mais viáveis do que os antigos manicômios.
    Após realizar as pesquisas, a professora Rosana Onocko-Campos e seus colegas decidiram elaborar um guia para ajudar os pacientes a auto-gerenciar as suas medicações. Esse guia é baseado em um outro já existente na Universidade de Montreal. Segundo a pesquisadora da Unicamp, o guia foi adaptado à realidade brasileira e deve ser estar disponível na internet até o final deste ano Quem precisa de remédio?

quarta-feira, 27 de junho de 2012

LOUCO É QUEM ME DIZ...

A amiga vai passando e os olhares das pessoas do bar, meu olhar e de outra amiga sentada ao meu lado seguem-na apiedados. Que pena? Comenta-se suas bizarrices, sua aparência excêntrica. Ela processa uma pessoa que a chamou de louca. Ela recusa-se a usar medicação. Estabilizar os sintomas e se tornar "normal" novamente para a comunidade.


A mãe pede para que eu não convide a filha para reuniões do Ninho. A filha com várias internações no Sanatório Meduna e Hospital Areolino de Abreu estaria curada. Jesus havia posto sua mão curadora e a jovem e bela G. havia sido curada. A filha que visitei várias vezes no Meduna, passa "curada" por mim sem cumprimentos, não deseja associações com minha postura assumida, imagino.
Encontro-a mais ou menos  três anos depois numa crise aguda num CAPS II da cidade. Clássica paciente com aqueles cigarros de fumo em saquinhos, que escurece lábios e dedos.


A mãe me reconhece dentro do ônibus e pede que eu faça uma visita a sua casa para ver sua filha de vinte anos, mãe de seu neto de cinco anos, que estava nas ruas nos últimos meses. Criança bastante nervosa, segundo a avó. Penso em como fazê-lo. Já dei a mãe telefones dos consultórios de ruas, hospital do Mocambinho, do CAPS II mais próximo. Penso somar este caso a outros e informar os endereços aos CAPS dos territórios, busca ativa informada, fica até mais fácil.


Fiquei sabendo que melhorou o escalonamento do carro para os os cinco CAPS do município, cada um fica o dia todo com o carro a disposição, não  mais só uma manhã ou tarde. Quase bom.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

MOSTRA DE SAÚDE MENTAL NA FACULDADE ADEMAR ROSADO -FAR





Estive proferindo palestra terça-feira (12/06/2012) na FAR com a temática A prática da assistente social na Saúde Mental. Durante toda a semana acontece uma mostra coletiva de todas as temáticas trabalhadas nas oficinas curriculares do curso de Serviço Social daquela IES.
Bem organizada a mostra, agradecemos o convite de nossa amiga Magali e a agradável recepção de colegas professores e alunos. 

SISTEMA NACIONAL DE POLITICAS SOBRE DROGAS

14/06/2012 17:41

Governo e psicólogos divergem sobre internação compulsória de drogados

 
Representantes do governo federal na área de Saúde e psicólogos especialistas em drogas divergiram, em audiência pública, nesta quinta-feira, sobre a possibilidade de os viciados em drogas serem internados compulsoriamente.

O debate ocorreu na Comissão de Seguridade Social e Família, a pedido do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Ele é autor de projeto de lei (PL 3167/12 ) que prevê a internação compulsória de viciados. Na Câmara, há uma comissão especial que analisa projeto (PL 7663/10 ) que trata do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas.
De acordo com o coordenador da Área Técnica de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Roberto Tykanori, a internação involuntária do viciado é um ato médico tomado sobre um paciente em um momento crítico. Já a internação compulsória não é um ato médico, mas judicial. "Tanto é que, se um paciente for submetido a um tratamento involuntário e considerar que foi prejudicado, ele pode processar o médico”, diz Tykanori. “Agora, a internação compulsória é uma decisão judicial que incide sobre os direitos da pessoa."
Segundo Tykanori, a defesa da internação compulsória, ao suprimir direitos individuais, abre a possibilidade para abusos. Ele afirma que esse raciocínio poderia ser usado, por exemplo, para a obesidade, que é um problema de saúde pública que mata muito no Brasil. Com ironia, ele afirmou que a medida faria bem ao paciente, pois o Estado, ao obrigá-lo a emagrecer, ganharia com a economia de recursos em Saúde, pois haveria menos infartos.
Argumento ridículoNo entanto, essa posição não é compartilhada pela psicóloga pós-graduada em Saúde Mental Marisa Lobo. "Isso é ridículo; parece argumento de quem fuma maconha que diz 'Ah, açúcar também faz mal'. É gente que não tem argumento”, afirma.
“Na realidade, nós estamos falando de drogas psicoativas, drogas que interferem na capacidade mental e que podem pôr o usuário e outras pessoas em risco”, acrescenta Marisa Lobo. “Tudo bem, que a obesidade prejudica o organismo, mas prejudica o organismo físico. O obeso por ser obeso não vai matar ninguém."
Segundo Marisa Lobo, falar em direito de escolha para um viciado é um absurdo, pois ele já perdeu o poder de escolha, e cabe à família e ao médico tomar a decisão de interná-lo.
Gestão democrática
Já o representante do Conselho Federal de Psicologia no Conselho Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas, Marcelo Magalhães, afirma que as políticas públicas devem ser gestadas de forma democrática para preservar os direitos, o que se choca com a internação compulsória.
O problema, segundo ele, pode ser resolvido de outra forma: "Com justiça social, com oportunidades, com saúde, com educação, com projetos que possam fazer com que pessoas que estejam desvinculadas do tecido social possam ter possibilidades e perspectivas."
Capacitação de professores
A diretora de Articulação e Coordenação de Políticas sobre Drogas do governo, Carla Dalbosco considera o tema drogas intersetorial e que envolve vários entes do governo e da sociedade.
Segundo ela, algumas ações estão em curso desde 2010: 70 mil professores devem ser capacitados neste segundo semestre e outros 50 mil conselheiros municipais, lideranças religiosas e comunitárias e assistentes sociais também passarão por cursos.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Luiz Cláudio Canuto/Rádio Câmara
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara de Notícias '

PSIQUIATRIA SEM HOSPÍCIO

POR UMA CLÍNICA DA REFORMA PSIQUIÁTRICA: COM SUBJETIVIDADE, MEDICAÇÃO COM MENOS EFEITOS COLATERAIS E MAIOR PODER DE RESOLUTIVIDADE ASSOCIADA A PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES.